segunda-feira, junho 20, 2005

 

Temos Homem!



Apresentação pública do Candidato à
Câmara Municipal de Ponte de Sor pelo PSD

Joaquim Lizardo






Dia 24, sexta-feira, pelas 18.30, na esplanada da relva.

Comments:
Depois de termos gramado
um Amante leninista
Agora temos penado
Com um Pinto estalinista

Ó povo que lavas no rio
Tábuas dos nossos caixões
Acaba-lhes com o pio
Nas próximas eleições
 
Bravo!! Bravíssimo! Temos poeta/poetisa, sim senhor! Gostei.
 
Há personalidades cuja inteligência funciona com um fascinante sentido da simplificação.

Têm o dom de analisar as coisas com um rigor que faz parte da própria evidência a que chegam, tal como na demonstração, elegante e irrefutável, de um teorema.

E então, de pouco valem retóricas e dialécticas mais ou menos adiposas, pantominas de circo e vários outros expedientes do mesmo quilate.

Foi isto o que aconteceu na semana passada, com a extraordinária entrevista de Manuela Ferreira Leite à jornalista Judite de Sousa na RTP1.

Diga-se desde já que essa entrevista assinala o princípio da queda do Governo socialista.

A história registará que, no dia 16 de Junho de 2005, ficou calmamente demonstrado, por "a mais b", que José Sócrates não vai resolver um só dos problemas do País e contribuirá para agravá-los a todos.

A cotação do Governo já tinha começado a resvalar, devido a um conjunto de medidas cujo populismo contraproducente atinge as raias do delírio e a uma série de comportamentos tergiversantes, quando não mesmo contraditórios de todo.

Podia no entanto pensar-se que isso se devia, em grande parte, a uma reacção esperável da parte dos sectores mais afectados.

As medidas a tomar teriam de ser necessariamente impopulares, embora acabassem por surgir toscamente embrulhadas numa orquestração demagógica, destinada a desviar as atenções do essencial.

Nesse comprimento de onda, até o digno ministro das Finanças se prestou a arcar com uma tão inesperada quanto sorumbática propensão para o masoquismo.

Não consta todavia que as condições de reforma dos administradores do Banco de Portugal tenham sido alteradas.

Muito menos consta que alguém tenha ficado convencido de que é possível o Estado recrutar gente qualificada e competente ao preço da uva mijona.

Manuela pôs à mostra as manhas, as incoerências, os erros, as cosméticas e demais partes gagas deste Executivo e dos seus acólitos, desmontando-as com uma serena sobriedade, com uma autoridade paciente e pedagógica e, sobretudo, com uma sensatez e uma simplicidade desarmantes.

Com a sua entrevista, iniciou- -se o desmoronamento moral e político do Governo.

Sem precisar de levantar a voz nem de se exaltar, no jeito quase maternal de quem explica um problema de aritmética a uma criança, deixou à vista de toda a gente as fitas montadas pelo Governo sobre o estudo encomendado ao Banco de Portugal, os jogos malabares já em curso a propósito do défice, a agressão do aumento de impostos, o erro fatal no tocante às Scut, a demagogia barata a respeito do fim do sigilo bancário e do sigilo fiscal, os equívocos grotescos quanto à situação, remuneração e reformas dos funcionários públicos e dos políticos, as medidas sem sentido e, o que é pior, sem efeito, que foram anunciadas.

No dia seguinte, arengando no Algarve, José Sócrates passou pelas afirmações de Manuela como gato sobre brasas e não foi capaz de refutar uma única.

Pode assim resumir-se a situação presente nalgumas proposições muito simples

O Governo anda a vender banha de cobra e não está à altura dos desafios e dos problemas que o País tem de enfrentar.

Nomeadamente, vai aumentar as receitas para aumentar a despesa pública e não para a diminuir; vai criar a erosão do Estado; vai avariar a sociedade civil; vai desagregar o tecido empresarial; vai atrasar a recuperação.

Esta gente tem de ser rapidamente penalizada.

Para isso, as eleições de Outubro serão uma oportunidade de ouro.
 
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